O tamanho de uma criança é motivo de grande dúvida e preocupação por parte dos pais, esta preocupação acompanhapor boa parte da primeira e segunda infância!
Quando existem outras crianças da mesma idade na família então… a comparação se torna inevitável.
E esta comparação é sem dúvidas um grande problema, pois o crescimento das crianças acontece mediante uma interação de fatores genéticos e ambientais que são diversos entre as famílias e, portanto, levam a diferentes padrões de crescimento.
A estatura da criança é um parâmetro importantíssimo na avaliação pediátrica. Ela nos possibilita avaliar o estado nutricional e a presença de inúmeras alterações, inclusive, endócrinas.
Mas para isso, vários fatores devem ser analisados.
Primeiro a altura dos pais é um parâmetro que deve ser avaliado, pois a partir delas podemos estabelecer aquilo que chamamos de alvo genético.
O alvo genético nos dá um intervalo de estatura que a criança deve crescer para ser considerado normal, ou seja, não existe um valor único que uma criança deve atingir em uma determinada idade e, sim um intervalo que ela deve se encaixar.
Segundo, o crescimento não é linear, ou seja, a criança não cresce 1 cm por mês em todos os anos. Na verdade, existem períodos de grande crescimento e períodos de crescimento mais lento.
São dois períodos de crescimento rápido: os primeiros dois anos de vida e no estirão da puberdade. Para se ter uma ideia da mágica que envolve o crescimento, no 1º ano de vida a criança ganha cerca de 50% do seu comprimento de nascimento.
Terceiro, cada criança possui um alvo diferente e pode passar por estágios de desenvolvimento em tempos diferentes, em geral, seguindo como foi o crescimento dos pais. Desse modo, a comparação entre uma criança e outra muito certamente vai resultar em alturas diferentes sem que isso indique um crescimento inadequado!
Por fim, a puericultura e o acompanhamento pediátrico regular são fundamentais, uma vez que a avaliação dos parâmetros antropométricos pelo pediatra são suficientes para se afastar o crescimento inadequado ou para se confirmar a suspeita de qualquer irregularidade.
Por isso, não compare seu filho com outras crianças, leve ao pediatra em intervalos adequados de consultas para cada idade e confie no potencial da sua criança e acredite, cada criança é única!!!
Texto escrito por Fernando Cruz e revisado por Natasha Slhessarenko.

